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Em Barbacena



No Apito que se ouve,
Chegava a nova leva,
Dos vagões desciam aos montes,
Nos corpos clara seva.

A loucura era a faixada,
Ecoava aos pavilhões,
Do grito, alma talada
Faixadas ilusões.

A fome e o desespero,
Era o cerne da angústia,
Na senda do sendeiro,

As dores lhes incutia.


Nas noites escuras e gélidas,

É vasto mares de corpos,

Nas faces alegrias delidas,

São camas solos sórdidos.


O declínio da negrura,

Já marcava um novo dia,

O sol transpunha agrura,

Agrura que irradia.


A violência recorrente,

Era por comida e por espaço,

Nos pescoços são correntes,

Nas mentes seus andaços.


O nascer do sol surgiu,

O apito ressoava,

Apito que muitos afligiu,

Uma nova leva chegara.



Guilherme Humberto


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